cirurgia plástica - possíveis complicações

a cirurgia plástica apresenta baixa taxa de complicação em pessoas saudáveis, próximas do peso ideal e acompanhadas por legítimos cirurgiões plásticos

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Informe ao cirurgião plástico sobre seu estado de saúde para que ele elabore um plano cirúrgico confiável. O bom cirurgião prime pela segurança dos pacientes e elabora meticulosamente cada cirurgia plástica. Quanto mais obsessivo por segurança for seu cirurgião plástico, mais deve-se respeitá-lo.

Seu cirurgião plástico precisa saber se você apresenta qualquer problema de saúde que possa interferir com sua capacidade de lidar com a anestesia ou provocar complicações durante sua cirurgia plástica.

exames pré-operatórios - segurança em teste

Dependendo do seu estado de saúde, o cirurgião plástico pode recomendar uma avaliação médica específica e exames para certificar que você esta em condições de atravessar em segurança sua cirurgia plástica e recuperar-se rapidamente.

condições que precisam de ajustes clínicos antes da cirurgia

Informe ao cirurgião plástico se você sofre de:

hipertensão arterial Se seu médico de família está controlando com medicamentos seu problema de hipertensão arterial e se o seu cirurgião também estiver seguro disto, então você pode avançar com a cirurgia plástica sem nenhum risco adicional. O controle da pressão sanguínea durante o tempo em torno da cirurgia plástica é importante porque a hipertensão pode causar hemorragia durante e após a cirurgia. Se sua pressão subir durante a cirurgia, a equipe cirúrgica pode controlá-la através de medicamentação intravenosa. Se sua pressão sobe após a cirurgia, pode prejudicar o resultado estético e exigir maior tempo de recuperação.

problema cardíaco Muitas pessoas com problemas cardíacos se submetem à cirurgia plástica com segurança. Se você tem algum problema cardíaco, o cirurgião plástico e o anestesiologista podem recomendar uma avaliação com o cardiologista e um eletrocardiograma. Muitas vezes, o eletrocardiograma pode revelar a possibilidade de você vir a sofrer um ataque cardíaco. Neste caso, o cirurgião e o anestesista não vão prosseguir até que essa possibilidade esteja esclarecida. A maior preocupação dos anestesistas é ministrar agentes anestésicos em alguém na eminência de ter um ataque cardíaco ou que possa desenvolver uma arritmia - ambos podem ser fatais.

prolapso da válvula mitral Se você tem prolapso da válvula mitral, provavelmente, seu cirurgião plástico vai recomendar que tome antibióticos orais um ou dois dias antes da cirurgia plástica, e possivelmente lhe será ministrado antibióticos durante a cirurgia. Os antibióticos impedem que você contraia endocardite infecciosa, uma grave infecção das válvulas cardíacas.

diabetes Pessoas diabéticas podem se submeter a cirurgia plástica, mas se for do tipo - 1, alguns ajustes especiais sobre o uso da insulina devem ser feitos em conjunto com o anestesista antes da cirurgia. Na época em torno da cirurgia, dieta normal deve ser interrompida, deixando a paciente em risco de desenvolver hipoglicemia (baixos níveis de açúcar de sangue). Fazer estes ajustes com o anestesista é da responsabilidade do cirurgião plástico, converse com ele a respeito desta questão. Se as diabetes estiverem bem controladas não haverá aumento significativo nos riscos de complicação cirúrgica. Porém, as pessoas com diabetes graves são mais propensas à infecção pós-operatória e necessitam de cuidados especiais no período de recuperação. Se no entanto, as diabetes estão causando problemas graves, como doença cardíaca, doença renal, problemas de circulação nos pés ou nas pernas, o cirurgião plástico pode decidir que a paciente não é uma boa candidata para a cirurgia plástica. Neste caso, não se pode ignorar os riscos e deve-se ser sincera com o seu cirurgião plástico.

problema respiratório A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica DPOC são doenças que interferem com a capacidade dos pulmões em fornecer oxigênio ao organismo. Se você sofre de asma ou DPOC, deve controlar o problema antes de submeter-se a cirurgia plástica. Um ataque de asma ou um agravamento da DPOC podem tornar-se perigosos em conjunto com a anestesia. Se você não pode andar uma quadra ou subir escadas sem começar ofegar severamente, ou se você precisa de oxigênio constantemente por causa dos problemas de respiração, então provavelmente não é uma boa candidata a cirurgia plástica. Você e seus médicos devem avaliar cuidadosamente seu problema respiratório antes de considerar qualquer tipo de cirurgia plástica.

anemia Uma leve ou moderada perda de sangue pode ser tolerada facilmente por pacientes não anêmicas, porém em pessoas anêmicas o resultado pode ser muito diferente, sendo muitas vezes necessário uma transfusão sanguínea. Se você é anêmica, você pode precisar de suplementos de ferro e elevar sua contagem sanguínea à escala normal antes da cirurgia. Se a anemia é grave ou se contagem de hematócritos e hemoglobina for ao nível normal provavelmente o anestesista ou o cirurgião não vão querer administrar-lhe anestesia para sua cirurgia plástica sem a avaliação do hematologista.

distúrbio hemorrágico Pessoas que sangram excessivamente após um corte ou depois de um procedimento odontológico ou necessitaram de transfusões em cirurgias anteriores, devem avisar seus cirurgiões plásticos. Algumas pessoas, assim como as hemofílicas têm problemas de coagulação sanguínea. Isto significa que podem sangrar excessivamente. Pessoas com distúrbio hemorrágico podem se submeter a sua cirurgia plástica em segurança se houver assistência do hematologista e tratamento medicamentoso. No entanto, as hemorragias são problemas graves que podem exigir da paciente e do cirurgião plástico um trabalho extensivo.

doença infecciosa Doenças como a hepatite e a SIDA recebem atenção extra durante a cirurgia plástica. Pessoas que sofrem de alguma doença contagiosa devem estabilizar a condição através de medicamentos antes de prosseguir com a cirurgia plástica. Obviamente, a hepatite ativa impede a cirurgia porque expor o fígado ao esforço cirúrgico e aos agentes anestésicos pode agravar a condição. Entretanto, por causa do risco de exposição do sangue, deve-se avisar o cirurgião plástico sobre estas condições. A maior parte dos cirurgiões plásticos está disposta a operar em pacientes nestas condições, mas necessitam saber a verdade, de modo que possam tomar precauções e evitar sujeitar a si mesmos e suas equipes cirúrgicas ao risco de contrair o vírus infeccioso. Portadores de HIV mas que não estão "doentes" podem submeter-se à cirurgia plástica. Porém, se houver dúvidas sobre o estado de saúde, uma avaliação médica será necessária. No momento da cirurgia, uma severa imuno-insuficiência pode conduzir à infecção e má cicatrização.

esclerose múltipla Muitas pessoas com esclerose múltipla vivem essencialmente vidas normais na maioria das vezes. Pessoas que sofrem de esclerose múltipla, provavelmente podem se submeter à cirurgia plástica em segurança durante os períodos que não se está enfrentando graves sintomas neurológicos (relapsos). Submeter-se a qualquer tipo de cirurgia é expor o organismo a esforço extra. Mas desde que o neurologista que acompanha a paciente permita a cirurgia, a maioria dos cirurgiões plásticos ficará feliz em ajudar.

desordem do tecido conjuntivo Lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia e artrite reumatóide são exemplos de desordens do tecido conjuntivo / conectivo e são problemas auto-imunes crônicos. Em geral, essas doenças não impedem que a paciente submeta-se à cirurgia plástica, salvo se estiver em uma fase aguda. Obviamente, o reumatologista deverá fazer recomendações especiais para que a paciente possa submeter-se à cirurgia plástica. O tratamento para este grupo de doenças inclui frequentemente o uso de medicamentos esteróides. O uso de esteróides a longo prazo pode tornar a pele mais frágil e diminuir a capacidade normal de cura. Por isto a comunicação entre cirurgião e o reumatologista da paciente é fundamental para determinar de que forma a paciente pode submeter-se à cirurgia plástica.

obesidade A obesidade adiciona um certo nível de risco à cirurgia plástica. O peso adicional pode exercer maior tensão sobre as linhas de incisão prejudicando o resultado estético e o processo de cicatrização. Se você está obesa e tem dificuldades em caminhar, subir escadas ou executar atividades cotidianas, provavelmente, seu cirurgião vai recomendar que perca peso até que você se encontre em um nível seguro para sua cirurgia plástica. Contudo, em alguns casos, os cirurgiões plásticos podem fazer exceções. Por exemplo, se uma pessoa tem dificuldade em perder peso porque não consegue se exercitar, alguns cirurgiões concordam em remover o excesso de peso abdominal para que esta pessoa possa exercitar-se e começar a perder o peso. Se você tem menos de 50 anos, submeter-se a um esforço para perder peso e depois a um pequeno risco cirúrgico adicional, pode diminuir as consequências da obesidade em sua futura velhice. Você já observou que não existem muitos idosos obesos? Infelizmente, a maioria dos obesos morre cedo. Pense nisto!

 

ou se você faz uso de:

nicotina

álcool ou drogas recreativas Algumas drogas como a cocaína desregulam o funcionamento do coração e torna a anestesia mais perigosa. O álcool interage negativamente com os medicamentos que são prescritos após as grandes cirurgias e pode provocar efeitos maléficos ao organismo, especialmente ao fígado. Se você usa drogas recreativas ou consome álcool, poderá submeter-se a cirurgia plástica desde que avise seu cirurgião plástico para que ele faça os ajustes necessários. Não se intimide em falar sobre isto com seu cirurgião plástico, ele não está interessado em sua vida pessoal, apenas deve zelar pela sua segurança cirúrgica e resultado estético.

 

complicações comuns - porém pouco graves

infecção Geralmente a infecção origina-se de bactérias que estão em nossos corpos. Nós humanos vivemos em equilíbrio delicado com as bactérias. Precisamos delas para uma boa digestão e até mesmo para uma boa cicatrização, mas se a paciente apresenta uma infecção urinária ou respiratória preexistente no momento da operação, a bactéria pode se espalhar através do sangue e contaminar a área operada. Neste caso, pode-se resolver o problema em poucos dias com tratamento antibiótico, sem necessitar de internação - exceto nos casos graves. Normalmente, para reduzir o risco de contaminação, a paciente recebe antibióticos minutos antes da operação e o cirurgião plástico utiliza técnicas de controle como manter a paciente aquecida, fornecer oxigênio extra, filtrar o ar do centro cirúrgico e usar luz ultravioleta para matar os germes nos dutos de ar.

hematoma É o acumulo de sangue na área operada após a incisão ter sido fechada. Um pequeno hematoma provoca inchaço e normalmente cura-se sozinho. Um grande hematoma exige um pequeno procedimento cirúrgico para removê-lo.

seroma É o acumulo de fluidos sob o local da incisão. Para evitar este problema, o cirurgião plástico introduz finos tubos plásticos de drenagem durante a cirurgia e os remove na consulta pós-operatória.

náuseas e vômitos São frequentes após a anestesia geral ou sedação intravenosa. O anestesiologista através de uma combinação de esteróides reduz aproximadamente 80% as chances de ocorrer esta complicação.

dormência ou formigamento São mudanças sensoriais que podem ocorrer após alguns tipos de procedimentos em cirurgia plástica. Pode ocorrer dormência temporária nas bochechas após um lifting facial ou dormência prolongada no abdômen após uma abdominoplastia ou formigamento temporário após uma lipoaspiração. Na maioria dos casos, as mudanças sensoriais retornam eventualmente ao normal.

sangramento Pode ocorrer no pós-operatório. Em caso sérios, pode ser necessário a intervenção do cirurgião para remover o excesso de sangue. Em casos leves, o sangramento interrompe-se sozinho, mas requer uma semana ou mais para que o inchaço e hematomas desapareçam. Para evitar esta complicação, o cirurgião orienta a paciente sobre as regras que se deve seguir nos 30 dias anteriores à cirurgia plástica e no pós-operatório imediato.

cicatriz quelóide

depressão Alterações na aparência podem desencadear uma leve depressão. É importante que a paciente esteja psicologicamente estável antes da cirurgia plástica.

 

complicações raras - porém sérias

coágulo sanguíneo Pessoas com traumas nas coxas, nas pernas ou fumantes podem desenvolver coágulos sanguíneos quando submetidas às cirurgias muito longas. Se você fuma, usa anticoncepcional e tem história de trombose na família, avise seu cirurgião plástico. O cirurgião pode evitar esta complicação através medicação anticoagulante e vestuários de compreensão.

complicação anestésica Em pacientes saudáveis a qualquer idade, todos os tipos de anestesia são surpreendentemente seguras. A anestesia geral não é tão mais arriscada do que a anestesia local com sedação. Como a anestesia submete o corpo a um determinado nível de estresse, pacientes com histórico clínico de doenças cardíacas, pulmonares ou obesidade apresentam certo risco de desenvolver pneumonia, acidente vascular cerebral, ataque cardíaco ou coágulos sanguíneos.

pele necrosada Pode ocorrer quando a pele está sob muita tensão ou onde a circulação sanguínea está comprometida. Isto pode ocorrer após uma infecção ou um grande hematoma, sendo mais comum em fumantes. A paciente é a principal responsável para que isto não aconteça, basta seguir rigorosamente as recomendações do cirurgião plástico. O tratamento envolve remover cirurgicamente a pele afetada, podendo comprometer o resultado estético e exigir uma segunda cirurgia plástica.

ataque cardíaco Se você sofre de alguma doença cardíaca ou tem essa história na família, avise seu cirurgião plástico. Provavelmente ele vai recomendar uma avaliação médica especializada e solicitar exames. Dependendo do procedimento e do estado da sua saúde cardiovascular da paciente, o cirurgião vai optar por realizar a cirurgia plástica no hospital ao invés da clínica. Com estes cuidados o risco de ocorrer um ataque cardíaco durante a operação, torna-se muito raro.

arritmia cardíaca Os problemas menores de arritmia não são sérios e podem ser controlados pelo cirurgião caso ocorra na cirurgia. Os problemas sérios de arritmia podem exigir hospitalização sob a supervisão do cardiologista. Os distúrbios do ritmo cardíaco podem se desenvolver devido aos problemas não diagnosticados do coração, tais como prolapso de válvula mitral ou dos medicamentos usados na cirurgia ou pelo esforço que o corpo suporta na cirurgia e à anestesia. O risco de desenvolver um problema grave de arritmia cardíaca durante a cirurgia é muito raro.

alergia A alergia desconhecida aos medicamentos ou ao látex pode ocorrer na cirurgia. As reações alérgicas variam desde simples erupções cutâneas ao inchaço e congestão da garganta ou dos pulmões exigindo tratamentos específicos. O pior tipo de reação alérgica é a anafilaxia, que pode ser fatal. A probabilidade de ocorrer uma reação anafilática em cirurgias plásticas é extremamente rara. Entretanto, certifique-se de avisar seu cirurgião plástico sobre suas alergias.

 

A cirurgia plástica é muito segura para pessoas saudáveis a qualquer idade. Basta avisar seu cirurgião plástico sobre seus distúrbios, doenças, uso de medicamentos, pílula anticoncepcional, nicotina, álcool e drogas - bem como tudo sobre o histórico clínico de seus familiares para que o cirurgião possa criar um plano cirúrgico seguro.